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O Carnaval do Salgueiro

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"A Acadêmicos do Salgueiro entrou na Sapucaí perto das 4h da madrugada com fome de vitória, depois de perder o campeonato do ano passado por apenas um décimo de diferença da Unidos da Tijuca.

Com o enredo “Do fundo do quintal, saberes e sabores da Sapucaí”, os carnavalescos Márcia e Renato Lage levaram a história da culinária mineira para a avenida. Penúltima escola a desfilar, o Salgueiro teve que enfrentar a chuva que voltou no meio do desfile dos 3.900 componentes, em 34 alas e 6 alegorias.

Dona de sambas memoráveis como "Peguei um Ita no Norte" e "Bahia de Todos os Deuses", a escola mais uma vez apresentou uma composição forte e contagiante. Na comissão de frente e no abre-alas prodominou o vermelho, marcando as cores da escola.

Antes do desfile, Mestre Marcão anunciou que a "Furiosa", como é chamada a bateria do Salgueiro, levaria surpresas para a avenida. E a "cozinha" da escola literalmente batucou nas panelas.

Vestidos de chefs, alguns ritmistas usaram frigideiras, caçarolas e colheres de pau como instrumentos."

fonte: G1 - aqui

Salgueiro - Samba-Enredo 2015

Atiçou meu paladar, ô sinhá
Já bebi uma purinha
Vim sambar na academia
E não quero mais parar

O ouro desperta ambição
Da fome nasce a criatividade
O branco, o negro e seus costumes
Trazendo muito mais variedade
Um elo em comunhão
E a culinária virou arte e tradição
É no tacho, na panela
Mexe com a colher de pau
Saberes e sabores lá do fundo do quintal
Peço a Nossa Senhora pra não deixar faltar
É divina, que delícia
Pronta pra saborear

Prepara a mesa
Bota a fé no coração
Numa só voz
Vai meu samba em louvação
É o meu Salgueiro
Com gosto de quero mais
Oh, Minas Gerais!

Tem amor nesse tempero, Salgueiro
Esse trem é bom demais
Vem dos tempos dos meus ancestrais
Foi o índio que ensinou
Com sua sabedoria
O jeito de aproveitar
Tudo que a terra dá, no dia-a-dia
É de dar água na boca, se lambuzar
Visitar o paraíso e sonhar

O danado desse cheiro sô, ô sinhá